quarta-feira, agosto 25, 2010


Voar em direcção ao infinito, sem objectivo nenhum, livre...
pelo céu fora rumo ao azul lá em cima,
O vento bate-nos nas asas e levanta-nos mais ainda...

Descer quase até ao chão e procurar uma flor,
pousar nela com as patas e sentir as suas pétalas quentes do sol...
sorver o néctar que nos alimenta e faz sentir bem.

Mas afinal somos do céu ou da terra?

Um amigo disse-me: "coração no céu mas pés assentes na terra".
Dá que pensar realmente.

É que por vezes o coração arrebata-nos num impulso imparável rumo ao céu azul,
para mais tarde descobrirmos que temos forçosamente que colocar os pés no chão.
E por vezes ter que colocar os pés na terra de novo é doloroso...


Mas a nossa senda continua!
Até que um dia percebemos que pertencemos a tudo
e o nosso ser espalha-se na brisa quente da tarde
voando livres como nunca.