quinta-feira, dezembro 11, 2014

REGRESSO À ORIGEM

 
 
Passaram muitas luas desde a última publicação neste blog. Obrigado a todos os que o têm seguido.
 
Muitas águas passaram debaixo destas pontes, que afinal somos cada um de nós. E como um amigo meu diz: " A água de um rio não passa duas vezes sob a mesma ponte.".
Realmente, se pensarmos bem nas oportunidades que cada um de nós já teve para realmente mudar, não as tendo aproveitado, fica-nos um certo amargo na boca.
Se por outro lado, pensarmos positivamente, vendo que cada uma dessas oportunidades, ainda que perdidas, traduziu-se em mais um passo em direção ao nosso interior e à Divindade em nós, aí tudo fica mais luminoso.

Mas que isso não sirva para nos reconfortar na inércia e na ausência de esforço. Tenho aprendido que para existir uma mudança interior, tem que haver trabalho. Tem que haver vontade em não desistir. E não será essa nossa vontade, ainda que pequenina, uma pequenina centelha da Vontade de seres como S. Miguel, padre Pio ou outros Grandes Mestres ?

Também tenho aprendido que não funciona a frase "ou vai ou racha...". Porque normalmente "racha...". Ou seja, o impulso de mudar, nesses casos, não é algo que vem verdadeiramente de uma vontade interior serena e poderosa ao mesmo tempo. Ao invés, é algo que nasce como um impulso exterior, que, por não ser "nosso verdadeiramente", ou sai descontrolado ou não tem força suficiente para passar à frente dos nossos "velhos hábitos", e se manter lá.

Tudo na vida parece-me cada vez mais tender ao equilíbrio. É como se um certo mar, nunca pudesse permanecer eternamente revolto e com altas vagas.